quarta-feira, 2 de março de 2016

Ser bem-agradecido

Que desassossego,
das Paneleiras!
Fosse eu, já
perdido estribeiras!

Estas faceiras,
lá de Goiabeiras...
Co'a mão no limo,
mas bem munidas,

polidas maneiras...
Ante as corriqueiras
pesquisas científicas,
as panelas magníficas,

à exaustão inquiridas!
Já devassaram
o fluxograma delas...
Já averiguaram,

a química d'argila...
Anagrama da lama
já foi conferida...
E manteiga derretida,

modus calcinação...
É batalhão todo 
dia bisbilhotando
o Galpão!

Zilhão de
questionários 
Suas fleumas,
testando...

O social o global 
e o capital esmiuçando...
O garbo da louça palacial
lhe delirando...

Todo tipo de questão 
epistemológica...
Não retornando ao Galpão, 
numa réplica lógica...

A toda sorte de
cientista, 
pede o poema 
(inclui turista),

após amolação
o da pós graduação
rápido e rasteiro
seja o forasteiro,

a dar seu ar:  
gratidão!