sexta-feira, 15 de abril de 2016

As garrafinhas de água e açúcar

A quem alimenta um bichano,
chamo-lhe "humano"

Pra quem tem pássaros na janela,
a vida é bela...

Açúcar cristal nágua:
dócil colibri

Enche a pancinha 
e baila

(corpinho rubi)

São garrafinhas dágua,
glicose, e aí...

Colibris dançantes
daqui, dali...

De Ruschi a idéia fora
-descobri!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Meu voo raso



Não, não saberei poemar
o Ruschi, não ousarei...

Porque não sei o nome das flores,
e o colibri, quais mesmo cores?

Não, não saberei poemar
-não este pomar

O augusto Ruschi,
o Ruschi augusto,

cada riacho,
cada uva no cacho..

Cada mata, sua cascata,
cada lago, sua lua de prata...

Rodeava-se de bichos,
rugiam alto, nos nichos...

Tudo lindo, a Natureza
Junção: homem e Alteza... 

As cidades, seus ipês...
Águas claras, fluidez...

Consumismo? Pouquinho...
Valia mais, colibrizin' no ninho... 

O tempo, em que a
sustentabilidade rompeu...

Como um girassol,
dum gineceu...

Flutuavam as asinhas
no ar...

Alga esmeralda, 
rubi do mar... 

O mundo de Ruschi:
pra se deslumbrar!

Não, não saberei poemar
o Ruschi...

Pois o augusto,
pois o arbusto...

Vereda das alamedas,
seus bichos-da-seda... 

Não, não saberei poemar
a leveza...

Sutileza de tons: 
brincos-de-princesa...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Passos de Ruschi


Plácidos passos:
não espavorir pássaros...

Passos profundos:
covas donde fecundos...

Néctares oriundos
flores fluorescem...

Aranhas sem medo
a seu modo tecem...

Passos complacentes,
co'o dourado-mico...

Amigos humanais
pasmem, coabitam!

Passos, passos,
sob viço de relva...

Passos passam,
sob a tenra terra...

Lentos eles passam,
desapressados...

No encalço dos nichos:
os mais lesados



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Augusto aqui

Eu vejo o Augusto,
no colibri dançante...

Eu vejo o Ruschi:
a paz de cada semblante...

Eu vejo este Homem,
sagui salvo perante...

Eu vejo o Augusto,
vejo-o, vigilante:

ante do mar a alga,
fotossintetizante

Glorioso Augusto

Eu gosto do Augusto,
o que rega gerânio...

Beija-flor desgaiola,
tão gesto elegante...

Do Augusto eu gosto,
teu nome, germânio?

Vai grassando o jiló...
Teu vestígio, gigante!



Augusto augusto

Sobre quem o amor,
sobre o beija-flor...

Sobre quem as florestas,
lhe brindaram serestas,

co' rouxinóis-da-
floresta...

Sobre quem a natureza,
recendeu pureza:

os jasmim-de-veneza
ou de-santa-teresa...

Sobre quem,
a tua guarida nata:

da avezinha frágil,
da mata e cascata...

Sobre quem, 
sobre quem

Imprimira o preito,
duma intacta biosfera...

O que bradara por água:
fosse cristal em cisterna...

Rondou-o vaga-lume,
que candeia mais terna!

Sobre quem,
sobre quem...

O colibrizinho velando-o, 
eterna, eterna...