quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Orquídeas e Ruschi

Oh...Orquídeas!

Alvas, não manchadas;
de paletas embaralhadas...

Ilustres, em orquidários
Ou saudosas -obituários

As de matizes exóticas,
dum verde-abacate...

De amora-escarlate,
as não estrambóticas...

Oh...Orquídeas!

Suas cores caras;
nem tão raras carraras...

As de pencas parrudas;
as tão solitárias...

Oh... Orquídea!
Oh...Venustídea!
 
Mina virgem,
em bromélia ocultada...

Afoita mulher,
por colibri polinizada...

Oh, orquídea!

O poeta a vê lascívia,
o Ruschi a vê materna...

O mercador a vê artigo;
o Ruschi a vê tão terna...

Orquídea-ser-vivo,
quase humana, boa...

O Ruschi a velara,
flama eterna ressoa...

Oh, orquídeas,
oh, orquídeas!

As alvas, as não manchadas...
Ou as de paletas
                         embaralhadas...