terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Atualmente estou escrevendo poemas sobre o seguinte tema: AUGUSTO RUSCHI


Augusto Ruschi na minha constelação

IRMÃ DULCE
CHICO MENDES
DALAI LAMA
MARIA QUITÉRIA
NELSON MANDELA 
CARUSO
ZILDA ARNS
BENJAMIM FRANKLIN
ALBERT EINSTEIN
LEILA DINIZ 
CHICO XAVIER
MARIA DE NAZARÉ
TIRADENTES
INGRID BERGMAN
ELVIS PRESLEY
MARIA LENK
PAULO FREIRE 
ANNA PAVLOVA
CAMÕES
SANTOS DUMONT
JOANA D'ARC
TANCREDO NEVES
ZUZU ANGEL 
AUGUSTO RUSCHI
NHÁ CHICA
MARECHAL RONDON 
ANNE FRANK
JOÃO DO PULO
PRINCESA ISABEL
SÓCRATES
CHIQUINHA GONZAGA
JOSÉ DE ANCHIETA
MAHATMA GANDHI 
CORAZÓN AQUINO
JOSÉ DE PAIVA NETTO
DANDARA
RUY BARBOSA
MARIA CAROLINA DE JESUS
MARTIN LUTHER KING
MARIE CURIE
NÍSIA FLORESTA
LINUS PAULING
DALVA DE OLIVEIRA
MOZART
FRIDA KAHLO
GOETHE
MARÍLIA PERA
CONFÚCIO
SIGMUND FREUD
MARIA QUITÉRIA
CHARLES DARWIN
TARSILA DO AMARAL
PABLO PICASSO
EVA PERÓN 
PAPA JOÃO XXIII
CORA CORALINA
DESMOND TUTU
BEETHOVEN
GOLDA MEIR
JOHN LENNON
BERTHA LUTZ
MADRE TERESA DE CALCUTÁ
BARÃO DO RIO BRANCO
ANITA GARIBALDI
DOM HÉLDER CÂMARA
SIMONE DE BEAUVOIR
MIKHAIL GORBATCHEV
DOROTHY STANG
FRANCISCO DE ASSIS

E MEU MESTRE JESUS

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O porquê de poemar o Ruschi

Um homem torna-se poema
quando ele é poesia em pessoa
                                   (Pessoa)

Torna-se poema um homem
quando livre na mata:
                                  pavoa

Um homem torna-se poema
se ao ambiente se afeiçoa:

pois boa

Rima-se fina garoa
sob livre leoa...

Rima-se e não enjoa,
a não acepção de pessoa...

Rima-se voa azulão,
no azoto azul revoa...

Que já é teu este rincão,
e da rubra perdiz e papoula...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

A mão de Ruschi

Mão que abre a mão

Mão de irmão

Mão e coração

que bulbos lança
ao chão:

lírio-sangu-salmão

Mão que lança mão:
veneno de plantação
cobiça de homem
                (um dragão)

Justa mão, condenação:
urtiga jaz, e é de mamão...

Não troca o pé pela mão
Não abre mão não
-d'Amazônia, noss
insônia e pulmão

Mão...
que não larga de mão:

a defesa dos seres
despercebidos à visão

Mão de faca
(mas é faca
pro queijo na mão)

mão/mãe boa
Pai proteção

sábado, 25 de fevereiro de 2017

E se o Ruschi voltasse numa máquina do tempo?

Da máquina do tempo,
além seu tempo...

Inventei a geringonça
(salvasse a onça)

Equipamento, que do
passado ressuscita...

Eco da ecologia,
de Kriptonita...

Viria o Ruschi,
no imaginário...

Clara luz,
pra obscuro cenário...

La nina, El nino,
incompreensíveis,

desenhados seriam,
formas legíveis...

Problema de lixo,
consumo em excesso,

o desfecho do Excelso,
desprolixo...

A terra do índio,
ao ameríndio:

com menção de repúdio
-etnocídio

E do tempo a máquina,
vindo alento...

O curso da arca
mudasse o vento

No Niágara a barca
não mais despenca

A mão de tal alma
de calma, sedenta...  

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Ruschi era humilde

De um todo
ser parte...
Nossa casa,
e da baleia-jubarte...

Parte d'um 
conjunto...
Homem e cipó-homem:
junto

na mesma esfera
ar o mesmo
Valor de amor
nazareno

Poupa água
pensa amanhã
Cheira quintal
hortelã

Vivalma que
truta comparte...
Co'a gaivota-de-
bonaparte 

Uma parte se sente,
d'um total...
Delicada orbe:
seda-vegetal 

domingo, 15 de janeiro de 2017

As lutas de Ruschi

Pelo direito, ser rodeado,
ao mais sagrado que existe:

álacre pássaro, seu alpiste,
no quintal sombreado...

Não genocida a vida, 
pelo direito...
Robalo não mercuricida:

a pescaria de vara
de vera, nos proveria

Água cristalina
pelo direito, de graça

E da graça da garça 
Branco ou negro, o cisne...

Pelo direito, ter peito
para o dever do trabalho

se a paga bem paga,
e sem penduricalho...

Pelo direito, o dinheiro
não mercaria:

cobrir no leito a criança,
quarto de paz e escuro...

Sonham os pais, o país, 
pelo direito o futuro...

Pelo direito aos ninhos,
intocáveis os filhos!

Dum mundo augusto,
pelo direito

quase mundo perfeito 
E justo

sábado, 14 de janeiro de 2017

O mundo de Ruschi

Mundo de urdir futuro

De tumbar-se,
mundo tranquilo...

Mundo de munir-se
nulo

Sem tranca a prole
no prédio com grilo...

Mundo do prado
repleto:

colibris e flores
destraficados, livres...

Sem crase, sem crise
esse mundo
De criaturas sem crime

Mudo de sigilo
(Ruschi-mundo):

o ninho encobri
do colibri-berilo...


Paixão por beija-flor

beija-flor
flora-beija

beija-flor-das-fadas
estrelinha-ametista

beija-flor-do-mato
(ou da rua)

beija-flor na flor
(ou Nilópolis)

o chupa-mel
o pica-flor

o chifre-de-ouro

do-rabo-branco,
                preto...

beija-flor-de-bigode
de-gravata
de-leque
de-topete

beija-flor-safira
dourado
rubi
estrela

ó beija-flor, me beija...

beija flor feitiço
enlevo
beleza
poesia

beija-flor:
na linha de Nazca

beija-flor: 
na palma do Ruschi!


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Augusto menino

Menino Augusto
transpirado, robusto...
A fitar no jardim
os colibri carmim

A mãe atrás de ti,
ó augusto guri...
Detrás do arbusto
(que susto), curumim!

O nino Gusto 
co'a sua joaninha...
Seus seis anos, 
já o hábito tinha:

o gosto de bolinar
o que se mexia...
Permuta de olhares,
uma encantaria

entre as espécimes,
se desvendar mútuos...
Do jovem Augusto
ao fausto vetusto,

 aventura desvelar
a maviosa vida...
A ti Augusto,
o teu próprio Busto!

E o pequeno Justo
a brincar no quintal...
Trajado ele (que
susto!), um Neandertal

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Brasil ingrato

Sobre o brio do
brasileiro...

Brava gente, 
morrer e viver

por Brasil...

Gente que a gente
preteriu

da história
do bravo gentio...

Agente que não
sufraga a guerra...

A gente que não
na mão motosserra...

Gentil gente,
com gente e porco-da-terra...

Maná-do-brasil:
na mídia o banco-reserva...

Protagonista sem fuzil
que prospera a troposfera...

No apreço do tórax sumiu,
como deserto sem erva...

Céu de cor anil,
sem bril' de estrela,

des-gentil povo
do Bras em breu

Uma espuma ou bruma
no arroio correu...


domingo, 8 de janeiro de 2017

Respeitar o Ruschi

Respeitar de um homem
a sua lira, a sua poesia...

Respeitar de um homem
o seu desenho, uma saíra...

Evocaria o ocaso
a tua arte: Colatina...

Sete cores, sua saíra
Idem pontes, do Mel
                      a Ilha...

Respeitar de um homem
a sua poesia, a sua lira...

Respeitar na trilha
sua pegada, co'a matilha:

Da Patagônia ao Alasca,
Ele seguia...

Indicaria-lhe a estrela:
salsaparrilha

Anchieta e Ruschi
até rimariam...

Andarilha dupla
mais além romaria...

A santa vida ao olor,
ar de baunilha

Sim, venerar de um homem,
sua ideologia...

Ser Dubai ou do bem,
a taxonomia...

Velar dum homem
sua utopia, sua euforia,

sua não monotonia...

De não fazer deste mundo,
carvoaria.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Capitão-da mata

Eu prezo o Ruschi,
o que fez no seu momento,
preciso movimento...
Em precioso tempo.

Na varanda tomando vento,
matutando experimento
(um catavento?) 
Desopulento, o não preguicento:

no trampo, sempre...
Arriscando-se no pampa:
cão-do-campo e sarampo
Vento no peito e ventre.

Destilou-lhe veneno,
o sapo...E eu raivento!
Mas o Pajé na pajelança
lança-lhe fora o quebranto...

Eu prezo o Ruschi,
pois no Espírito Santo
santificou as matas,

um encanto,

o teu recanto!
Donde beijadores de
flores polinizam Açores
de cores, odores...

Eu gosto do Ruschi,
Capitão-do-campo...
O que acampou na mata,
e quem a desmata?

 Eu gosto do Guardião-da-mata,
que sob lua de prata,
nada diplomata co'o pirata de mulata:
mandou-lhe plantar batata!

Eu gosto do Ruschi,
e lhe é grata a briófita,
e lhe é grato o próximo,
e o primata, e seu primo... 

Eu gosto do Ruschi.
Gosto também do gosto
de gabiroba-do-campo,
e do uirapuru, seu canto...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Poema simples para Augusto Ruschi

Eu falo do Ruschi
Eu não falo do eucalipto
sugando as águas...

Eu falo do Ruschi
Eu não falo dos óxidos
comprimindo pulmões...

Eu falo do Ruschi
Não da minha zona 
de conforto que eu falo...

Eu falo do Ruschi
Eu não falo do colibri
com fome, sem casa... 

Eu falo do Ruschi
Eu não falo do homem
que vende sua alma...

Eu falo do Ruschi
Eu falo de fiar-se,
crer na humanidade...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Ruschi dos olhos de lince

Visão apurada de lince tem,
no rastro do homem que vem!

Dia e noite vigiando a mata,
na caça do que desmata!

Corujando tempo inteiro,
no encalço do palmiteiro!

Comboio de lobo e (bom) Homem,
na pegada do Lobisomem!

O Augusto encarnara insônia,
do Chuí até Amazônia,

seu olhar de lince atento...
A guarida, seu fundamento 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Aprendi com o Ruschi

A floresta é minha rua...
Fiel amiga, minha lua

Seres simples, quanto mais...
Na sua missão, contumaz

O colibri é meu senhor:
brota a mata do teu labor

Os homens são humanos...
Por água clamamos!

As matas mais lucrativas,
valem mais, protegidas...

Uma cidade, pode ' beleza...
Pode ser Santa Teresa

A humanidade é um momento...
A natureza, um monumento

Se semeou-se, colher-se-á...
O pinho se seculizará


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Patrimônio do Ruschi

Cada jardim e seu colibri,
tem um pouco do Ruschi...

Cada xaréu pequeno,
              sem veneno,
tem um pouco do Ruschi...

Cada equipamento 
sem escapamento,
tem um pouco do Ruschi...

Cada samambaia-japonesa,
cada face ilesa 
                     da natureza...

Cada bosque do Galito,
não se rendera ao palmito,
tem um pouco do Ruschi.. 

Cada jasmim e seu colibri,

Cada brinco-de-princesa 
de Santa Teresa a Veneza...

Cada fonte de pesquisa,
cada tese de pesquisa,
tem um pouco do Ruschi...

Cada balsâmica brisa
que paralisa a poetisa, 

tem um pouco do Ruschi...


O colibri de Augusto Ruschi

O colibri venerara
Augusto; o passarin'
do pouso delicado,
dos pezin' no fino
               arbusto...

D'arco-íris, que cores
das aves aquelas!
Cor cinza nos colibris:  
são dElas...

(seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa..
seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

Divertira-lhe seu vôo
pra frente e pra trás...
O colibri aos olhos,
cadê? E zaz-traz!

Vôo de avião a jato,
de fato a velocidade...
Da ave imprimira ao
Ruschi: espanto e
            felicidade!

(Seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa..
Seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

Serzin' tão deli-
cadin', a polinizar
gran' floresta...Na
varanda de Ruschi,
             esta festa:

passarando adoçando
bico, na bica
com zelo ideando
pelo fausto Augusto
                  -o justo

(Seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa...
Seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

Álacre ao descobrir
o Mateiro qua a ave
            (Ave Maria!) 
não se ajustaria
em cativeiro...

Cativou no terreiro
pois livre a ave...
E cativou na nave,
digo, no cativeiro, 

a crivada avestruz...
Pobre Jesus na cruz...
E cultivou no viveiro 
o mastruz:
              o Porta-luz...

Baila colibri no ar,
ágeis asas a valsar...
Pirueta a gratidão
lhe traduz,
  
(seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa..
seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

            ao Andaluz,
            ao Ruschiluz...