sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Capitão-da mata

Eu prezo o Ruschi,
o que fez no seu momento,
preciso movimento...
Em precioso tempo.

Na varanda tomando vento,
matutando experimento
(um catavento?) 
Desopulento, o não preguicento:

no trampo, sempre...
Arriscando-se no pampa:
cão-do-campo e sarampo
Vento no peito e ventre.

Destilou-lhe veneno,
o sapo...E eu raivento!
Mas o Pajé na pajelança
lança-lhe fora o quebranto...

Eu prezo o Ruschi,
pois no Espírito Santo
santificou as matas,

um encanto,

o teu recanto!
Donde beijadores de
flores polinizam Açores
de cores, odores...

Eu gosto do Ruschi,
Capitão-do-campo...
O que acampou na mata,
e quem a desmata?

 Eu gosto do Guardião-da-mata,
que sob lua de prata,
nada diplomata co'o pirata de mulata:
mandou-lhe plantar batata!

Eu gosto do Ruschi,
e lhe é grata a briófita,
e lhe é grato o próximo,
e o primata, e seu primo... 

Eu gosto do Ruschi.
Gosto também do gosto
de gabiroba-do-campo,
e do uirapuru, seu canto...