segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O colibri de Augusto Ruschi

O colibri venerara
Augusto; o passarin'
do pouso delicado,
dos pezin' no fino
               arbusto...

D'arco-íris, que cores
das aves aquelas!
Cor cinza nos colibris:  
são dElas...

(seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa..
seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

Divertira-lhe seu vôo
pra frente e pra trás...
O colibri aos olhos,
cadê? E zaz-traz!

Vôo de avião a jato,
de fato a velocidade...
Da ave imprimira ao
Ruschi: espanto e
            felicidade!

(Seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa..
Seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

Serzin' tão deli-
cadin', a polinizar
gran' floresta...Na
varanda de Ruschi,
             esta festa:

passarando adoçando
bico, na bica
com zelo ideando
pelo fausto Augusto
                  -o justo

(Seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa...
Seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

Álacre ao descobrir
o Mateiro qua a ave
            (Ave Maria!) 
não se ajustaria
em cativeiro...

Cativou no terreiro
pois livre a ave...
E cativou na nave,
digo, no cativeiro, 

a crivada avestruz...
Pobre Jesus na cruz...
E cultivou no viveiro 
o mastruz:
              o Porta-luz...

Baila colibri no ar,
ágeis asas a valsar...
Pirueta a gratidão
lhe traduz,
  
(seu colibrizin', 'inda
em Santa Teresa..
seu colibrizin', 'inda
terna beleza...)

            ao Andaluz,
            ao Ruschiluz...