quinta-feira, 5 de abril de 2018

Companheiro, 
tua boa companhia
em má companhia...
Pacificador em meio
a guerrilheiro...

Companheiro, 
de boa família,
em meio a cangaçaria...
Privilegiada mente
em de-mente meio...

Teu cerne ingênuo,
ó companheiro,
como aleluia sem luz,
rumo ao candeeiro...

Pudesses retomar o 
trilho, companheiro...
Na aurora do viço,
tua aura altaneira...

Campaneiro,
mutante cavalheiro...
A  maruja da nave fugira,
sem marinheiro...

Mas ainda é tempo,
companheiro...
Tua biografia robusta,
se achares 'inda justa

a Balança augusta  
que me gusta...
A justiça é cega,
e aos teus frutos,

uma pátria limpa, 
entrega...
Mátria de gente benigna,
do conduzir-se excelso...

Gérmen reverdecido, 
companheiro,
que do governo desonesto,
desinfesto!