quarta-feira, 4 de abril de 2018

E se você, uma vítima,
esperando justiça?
Esperando, esperando,
esperando justiça...

E o culpado, e advogado,
recorrendo às instâncias?
Recorrendo, recorrendo,
eternas instâncias...

E se pendesse ao mais forte,
a justa balança?
E os recursos infinitos,
prescrevendo os crimes?

E se você desvivesse,
e foi por ente querido?
E o criminoso ileso
ostentasse um sorriso?

E se o mal vencesse,
e o bem humilhado?
E se o próximo longe,
ao amor, insensível?

E se o reverso
da vida, em ti como seta?
O ardume na pele,
enfim, sentimentos?